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Periodo de carência

Numa mistura de excitação com angustia, observo os dias a passar, arghhh!! como os odeio de morte por não serem segundos, olho compulsivamente o telemóvel desesperando por mais uma mensagem tua, por mais um sorriso provocado por ti, por mais borboletas a voar livremente pelo meu estômago, por mais... de ti.

O momento aproxima-se, o tempo torna-se demais e a espera nunca mais finda, só o estar contigo importa, só o poder finalmente estar perto de ti, sentir o teu perfume misturar-se com o meu, sentir o toque da tua pela na minha, sentir... TE.

Sem saber bem porquê estremeço ao ver-te, com calma aproximas-te , observando-me desafiante, medindo os meus passos, sem me tocar paras perto demais, mas sinto-te, de tal forma que perdi qualquer controlo sobre o meu corpo, todo ele reage a ti e cede sob a influencia da tua voz, do teu sorriso...

Sob o poder dos teus lábios.
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Onde estás salvadora?

Serás tu a minha salvadora ?
Ou apenas alguém que eleve o meu coração,
Ao clímax do sentimento, da razão
Para que depois o largar
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(...)
Estou aqui sentado a pensar...
A pensar em algo que me alegre
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...nada...
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Nada consegue apagar,
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O momento...

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…o momento…
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A solidão chegou…
Em que o tormento começou,
É a solidão quem me faz escrever,
Mas é a dor que me faz sofrer
A dor...
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mas sem ele não sei viver...

A tempestade

A noite está escura como breu, olho para fora do carro e sorrio sem vontade, a natureza está a concordar com o meu estado de espírito.

De máximos ligados continuo, louco, estrada fora fugindo por entre aquelas árvores, ignorando o perigo, apenas focado em fugir de ti, em fugir das tuas palavras que sinto marcadas a fogo no meu cérebro.

A chuva bate freneticamente no meu para-brisas, os kilometros passam por mim como segundos, não consigo abrandar, nem acho que quero. A estrada é um torna-se um simples borrão, que vai passando atrás da repetição da tua imagem a ir-se embora.

Estaciono, saio do carro para não ouvir a tua musica novamente. Um arrepio intenso faz-me apertar o casaco e saio a passos largos, enquanto o frio e a chuva esforçam-se por me enregelar os ossos, o espírito, esse, já à muito está enregelado.

Esfrego os olhos tentando eliminar o cansaço da viagem nocturna. De olhar vazio, avanço mecanicamente pela rua, lutando contra os elementos, lutando contra a tua imagem.

Vejo f…