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Os teus olhos...

Observo os teus olhos... secos, já vazios de lágrimas gastas, de lágrimas perdidas num tempo

...vazio...

perdidas em busca de alguém que não existia fora da tua imaginação... fora desse teu desejo imenso de ser feliz, de ter alguém que te ame…

Regressas cambaleante do pequeno desvio onde te encontravas para o teu caminho, ainda a pensar no que perdeste...


de ganhar…?
de ser feliz…?
de sentir paixão...?

Quando provavelmente devias era pensar no que ganhaste por nunca te teres perdido para alguém que não existe e que nem te vê...
Como eu.

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Onde estás salvadora?

Serás tu a minha salvadora ?
Ou apenas alguém que eleve o meu coração,
Ao clímax do sentimento, da razão
Para que depois o largar
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(...)
Estou aqui sentado a pensar...
A pensar em algo que me alegre
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...nada...
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O momento...

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Mas é a dor que me faz sofrer
A dor...
...provocou-ma o Amor...
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A tempestade

A noite está escura como breu, olho para fora do carro e sorrio sem vontade, a natureza está a concordar com o meu estado de espírito.

De máximos ligados continuo, louco, estrada fora fugindo por entre aquelas árvores, ignorando o perigo, apenas focado em fugir de ti, em fugir das tuas palavras que sinto marcadas a fogo no meu cérebro.

A chuva bate freneticamente no meu para-brisas, os kilometros passam por mim como segundos, não consigo abrandar, nem acho que quero. A estrada é um torna-se um simples borrão, que vai passando atrás da repetição da tua imagem a ir-se embora.

Estaciono, saio do carro para não ouvir a tua musica novamente. Um arrepio intenso faz-me apertar o casaco e saio a passos largos, enquanto o frio e a chuva esforçam-se por me enregelar os ossos, o espírito, esse, já à muito está enregelado.

Esfrego os olhos tentando eliminar o cansaço da viagem nocturna. De olhar vazio, avanço mecanicamente pela rua, lutando contra os elementos, lutando contra a tua imagem.

Vejo f…