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Porquê...

Porquê...?
Porquê que já não me amas?
O que fiz de errado?
O que deveria ter feito?
Porque não me sorris, porque foges com o olhar quando eu te procuro, quando eu digo que te amo e que és a minha vida?
Sim porque eu continuo a te amar... eu continuo a sentir este imenso sentimento por ti... eu continuo a ver-me envelhecer a teu lado... eu continuo...
Devastação... foi o que deixaste no meu coração... não, não consigo lembrar-me dos momentos bons que tivemos... so esta dor pressiste, só este sentimento de perda, de vazio, de solidão...
Quero acabar com este inferno frio de sentimentos...
Quero acabar...
Quero o fim.
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Onde estás salvadora?

Serás tu a minha salvadora ?
Ou apenas alguém que eleve o meu coração,
Ao clímax do sentimento, da razão
Para que depois o largar
Para cair e ser pisado, neste duro e triste chão...
(...)
Estou aqui sentado a pensar...
A pensar em algo que me alegre
Em algo que consiga fazer-me feliz...
Mas nada consegue, nada muda...
...nada...
Nada me consegue libertar
desta dor que me acorrenta
Nada consegue apagar,
O enorme vazio que me atormenta...

O momento...

Eternos dias passaram, desde…
…o momento…
aquele em que tudo acabou.
O momento em que
A solidão chegou…
Em que o tormento começou,
É a solidão quem me faz escrever,
Mas é a dor que me faz sofrer
A dor...
...provocou-ma o Amor...
mas sem ele não sei viver...

A tempestade

A noite está escura como breu, olho para fora do carro e sorrio sem vontade, a natureza está a concordar com o meu estado de espírito.

De máximos ligados continuo, louco, estrada fora fugindo por entre aquelas árvores, ignorando o perigo, apenas focado em fugir de ti, em fugir das tuas palavras que sinto marcadas a fogo no meu cérebro.

A chuva bate freneticamente no meu para-brisas, os kilometros passam por mim como segundos, não consigo abrandar, nem acho que quero. A estrada é um torna-se um simples borrão, que vai passando atrás da repetição da tua imagem a ir-se embora.

Estaciono, saio do carro para não ouvir a tua musica novamente. Um arrepio intenso faz-me apertar o casaco e saio a passos largos, enquanto o frio e a chuva esforçam-se por me enregelar os ossos, o espírito, esse, já à muito está enregelado.

Esfrego os olhos tentando eliminar o cansaço da viagem nocturna. De olhar vazio, avanço mecanicamente pela rua, lutando contra os elementos, lutando contra a tua imagem.

Vejo f…