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A conselheira

Quem melhor conselheira...
Que alguém que amou a vida inteira
Alguém que disse não...
Não à tristeza, não à solidão
Mas alguém que disse sim,
Sim ao amor,
sim ao desprezo pelo fim
Sim ao fim deste deserto,
deste vazio
Deste corpo que secou de vida,
como seca um rio...
Mas eis que uma aparição
Invade este triste coração
Apagando aquela dor
Que me provocou o amor,
E foi essa aparição que...
Destruiu a minha a razão...
Pensar eu,
mais não
Agora só com o coração...
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Onde estás salvadora?

Serás tu a minha salvadora ?
Ou apenas alguém que eleve o meu coração,
Ao clímax do sentimento, da razão
Para que depois o largar
Para cair e ser pisado, neste duro e triste chão...
(...)
Estou aqui sentado a pensar...
A pensar em algo que me alegre
Em algo que consiga fazer-me feliz...
Mas nada consegue, nada muda...
...nada...
Nada me consegue libertar
desta dor que me acorrenta
Nada consegue apagar,
O enorme vazio que me atormenta...

O momento...

Eternos dias passaram, desde…
…o momento…
aquele em que tudo acabou.
O momento em que
A solidão chegou…
Em que o tormento começou,
É a solidão quem me faz escrever,
Mas é a dor que me faz sofrer
A dor...
...provocou-ma o Amor...
mas sem ele não sei viver...

A tempestade

A noite está escura como breu, olho para fora do carro e sorrio sem vontade, a natureza está a concordar com o meu estado de espírito.

De máximos ligados continuo, louco, estrada fora fugindo por entre aquelas árvores, ignorando o perigo, apenas focado em fugir de ti, em fugir das tuas palavras que sinto marcadas a fogo no meu cérebro.

A chuva bate freneticamente no meu para-brisas, os kilometros passam por mim como segundos, não consigo abrandar, nem acho que quero. A estrada é um torna-se um simples borrão, que vai passando atrás da repetição da tua imagem a ir-se embora.

Estaciono, saio do carro para não ouvir a tua musica novamente. Um arrepio intenso faz-me apertar o casaco e saio a passos largos, enquanto o frio e a chuva esforçam-se por me enregelar os ossos, o espírito, esse, já à muito está enregelado.

Esfrego os olhos tentando eliminar o cansaço da viagem nocturna. De olhar vazio, avanço mecanicamente pela rua, lutando contra os elementos, lutando contra a tua imagem.

Vejo f…